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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Um Conceito para Amar

meninos no bueiro do metrô

                O amor não é um mero sentimento de prazer, nem uma espécie de sentimento superior isolado. Pode uma pessoa amar em grau máximo a um ser, digamos: Deus; muito embora siga outra escala de valores com as pessoas de suas relações. Está é uma tendência instintiva, embora sublimada. O amor humano costuma ser exclusivista e possessivo, como um meio de expressão de união – como geralmente acontece no matrimônio – que quase sempre, de acordo com a experiência social. Mas amor não é sensualidade apenas. O amor verdadeiro sugere o companheirismo, criando e garantido valores permanentes, psíquica e espiritualmente saudáveis, comportando, naturalmente, diferentes variações individuais.
         Amor e respeito não se excluem – são antes dois aspectos de uma mesma atitude fundamental do ser TEOPSICOSSOMÁTICO. Todo amor genuíno é inato, orientado por um Poder Supremo e, portanto, requer respeito. Segundo a concepção cristã “DEUS É AMOR”.
Amor é uma força dinamizadora que cria valores. É a força primordial do espírito. É uma atitude voluntária, absolutamente, positiva em que se busca a união de almas através da reciprocidade. Tira do seu isolamento as personalidades arredias, levando-se as participar das várias formas de convívio da comunidade humana. Deve ser vivenciado espontaneamente – de forma alguma forçado – seus raios vibratórios difundem-se pela vida afetiva, portanto, emocional, das pessoas.
          Não se pode amar por preceito. O amor não se impõe, brota espontaneamente, mas deve ser cultivado.
         O amor e inerente ao ser humano; da sentido a vida. O preceito cristão de amar o próximo é um ensinamento que não comporta exceção. Sem amor a pessoa não SUBSISTE, embora possa até SOBREVIVER. O amor abarca tudo e todos.
         O amor a si próprio não se opõe ao amor a Deus e ao próximo antes os pressupõem; não é egoísmo. Já o egocentrismo, amor centrado, exclusivamente, em si mesmo e tão nocivo quanto a dedicação ou a compaixão exagerada pelos outros. O amor deve fomentar ações recíprocas  e comedidas entre as pessoas.
         Existem inúmeros recursos para o exercício e cultivo do amor entre os quais destacamos:
         - afeto; comunicação; interesse; amizade; compromisso; relacionamento; brandura; amabilidade; firmeza; delicadeza; ternura; afeição; zelo; dedicação; devoção; benquerença; constância; estima; atenção; simpatia; carinho; admiração; alegria; receptividade; reciprocidade; aceitação; compreensão; tolerância; paciência; calor; adoração; auxílio; ajuda; cortesia; altruísmo; compaixão; compaixão; complacência; docilidade; fervor; saudação; intimidade; colaboração; congraçamento; afabilidade; abraço; toque; gentilezas; participação; visita; piedade; gratidão; correspondência; telefonema; sacrifício; atração; afinidade; elogios; coleguismo; devotamento; veneração; caridade; sinceridade; honestidade; fidelidade; autenticidade; agrados; fineza; reverência; intersexualidade; humildade; cuidado; beleza; perfeição; felicidade; e outros mais...
         O amor abrange uma vasta gama de relações interpessoais, mas também, nos liga a coisas, ideias e a toda sorte de realizações. É uma força unitiva e harmonizadora do indivíduo com tudo que o cerca.
         Amar é espiritualizar a existência e dar consistência à vida. Amor é vida plenamente vivida, e felicidade é o prazer de viver amando.
         Compromisso, atenção e interesse por alguma coisa ou por alguém é AMOR. Tudo que se faz com desvelo e dedicação é certamente um ato de AMOR. Muitas pessoas têm ideias confusas em relação ao que seja AMOR. Mas AMAR é servir e trabalhar alegremente. Todo esforço pra se fazer o melhor por aquilo que se ama, podemos estar certos, é AMOR VERDADEIRO!
por Nelson F.

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